UM PAÍS DE CRECHES

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Sabe o que o caso do médico que quebrou o posto de saúde; do assaltante que executou uma moça de 17 anos com um tiro na cabeça por não conseguir desbloquear seu celular; e do morador de rua que atirou uma barra de ferro contra um veículo, matando sua ocupante – e tantas outras ocorrências absurdas de violência – têm em comum?

Eu respondo: a absoluta incapacidade dos adultos infantilizados de hoje em conseguir lidar com a Frustração.

Todas estas situações possuem o mesmo Leitmotiv, são todas sintomas da mesma doença mental: a de que você tem a obrigação e o direito de ser feliz.

O mínimo que se espera de alguém que se autodenomine Adulto é que adquira temperança sobre seus instintos. O contrário disso é condenar-se a uma perpétua imaturidade. Mas vivemos esse período dantesco em que a “vontade” a tudo legitima. É a geração da permissividade Moral relativista, do “Tudo pode se lhe faz feliz” – até quebrar e bagunçar o que não lhe pertence.

Existe de fato uma fase da vida em que é ok e até compreensível não sermos capazes de dominar a frustração, deixando que as emoções dominem nossas atitudes, agindo de modo impensado e até pirracento pelo calor do momento. Essa fase é chamada Infância.

Você não tem a obrigação de ser feliz. Menos ainda este direito.

Vivendo em sociedade, sua obrigação é buscar ser uma pessoa virtuosa, demonstrando Força de vontade, Honra nos seus contratos e compromissos, Coragem ante a adversidade, Disciplina com suas metas, e Sabedoria com suas escolhas.

A felicidade, se houver, deve ser uma consequência da prática de suas Virtudes – e jamais a finalidade de suas ações, especialmente aquelas motivadas por frustrações prosaicas do orgulho ou da vaidade.

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