MORALIDADE E CAPITALISMO – parte 2 de 7: A LIBERDADE

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A Liberdade sempre foi a primeira linha de defesa de todos que amam o Capitalismo. “O capitalismo é o respeito constitucional ao livre comércio e à propriedade privada – todo o resto é socialismo”, escreveu Hans-Hermann Hoppe. Mas a liberdade do capitalismo deve ser limitada para manter a ordem e a segurança social – incluindo salvaguardas contra crises financeiras e expedientes predatórios. Em um paradoxo, a liberdade capitalista requer uma esfera privada, protegida, onde os indivíduos possam perseguir seus meios e seus fins sem a interferência de outros. Ainda que seja uma liberdade, ela não é tão libertária quanto seus entusiastas propõem.

A Moralidade, como Aristóteles definiu em Ética das Virtudes, não pode ser alcançada exceto quando se possui soberania de escolha sem coerção. Uma vez que o capitalismo nutre a esperança de ostentar uma liberdade aparentada desta, ele proclama outorgar o melhor ambiente possível para o progresso da Moralidade e do Caráter: em teoria, o sucesso nos negócios não apenas exige, mas também recompensa, o comportamento virtuoso, o pensamento independente, a criatividade e as diferenças de talentos entre os indivíduos.

O lance é que nenhum sistema econômico pode tornar as pessoas boas: o melhor que eles podem fazer é permitir que as pessoas o sejam. Somente quando o indivíduo tem a contingência de escolha e arca com as implicações de suas condutas ele pode ser Moral. O capitalismo, mais que qualquer outro sistema econômico, promete este exercício do livre arbítrio.

Para fabricar prosperidade, o capitalismo aplica persuasão e trocas voluntárias, e não coerção ou força. Ele viceja a partir do princípio de não-agressão à liberdade humana. As negociações de propriedades privadas devem oferecer garantias voluntárias de que a autonomia moral e física dos envolvidos será protegida de qualquer ataque violento. Liberdade pessoal e liberdade econômica, por conseguinte, passariam a significar a mesma coisa.

Muitos afirmam que a natureza materialista do capitalismo é no mínimo amoral. Entretanto, é um equívoco estigmatizá-lo por ser muito preocupado com coisas materiais: são os indivíduos soberanos e desobrigados inseridos nele que decidem, por si mesmos, os objetivos a serem perseguidos. A liberdade, no final, carrega algumas sequelas desagradáveis.

 

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ManhoodBrasil Carreira & Finanças:

A Moralidade do Capitalismo

 

 

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