QUANTO DA INTELIGÊNCIA É HERDADA E QUANTO DELA É ADQUIRIDA?

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Em nossa espécie, existem 3 tipos de gêmeos: os Monozigóticos (ou gêmeos idênticos, que compartilham 100% de sua carga genética e, obviamente, possuem sempre o mesmo sexo); os Dizigóticos de sexo diferente (um menino e uma menina, gerados a partir de dois óvulos e dois espermatozoides diferentes) e os Dizigóticos de mesmo sexo (que, apesar de serem 2 meninos ou 2 meninas, também foram formados a partir de óvulos e espermatozoides diferentes não compartilham exatamente a mesma carga genética).

As taxas de natalidade de gêmeos idênticos são consistentes entre todas as raças (cerca de 4 a cada 1000 nascimentos), mas a incidência de gêmeos Dizigóticos, não: eles representam 8 a cada 1000 nascimentos entre os caucasianos, 16 a cada 1000 nascimentos entre pessoas de ascendência africana, e 4 a cada 1000 nascimentos entre os asiáticos. A predisposição genética para gêmeos Dizigóticos existe em algumas famílias, mas a consistência de gêmeos Monozigóticos entre todas as populações sugere que essa é uma ocorrência aleatória não é influenciada por genes.

Com esta premissa em mente, alguns pesquisadores fizeram a seguinte pergunta: até que ponto esta carga genética é capaz de influenciar a capacidade de aprendizado e, por conseguinte, a inteligência de um humano?

Este assunto deu muito pano para manga quando da publicação do livro The Bell Curve, em 1994, mas a questão foi submetida mais ao escrutínio de Justiceiros Sociais e suas balanças Morais que a críticas científicas sérias.

Ora, se a inteligência realmente depende dos genes que carregamos, ao testar gêmeos Monozigóticos e compará-los a gêmeos Dizigóticos, corrigindo as variáveis pertinentes, seria possível identificar o exato papel da genética sobre a cognição. Simples assim, certo? Ok.

O trabalho, publicado há mais de 10 anos no International Science Education Journal, avaliou a inteligência de 2.602 pares de gêmeos monozigóticos e dizigóticos com 9 anos de idade aferindo sua desenvoltura em termos de conhecimento científico. Os cientistas do King’s College London (Inglaterra) e da University of New Mexico (EUA) descobriram que a capacidade de compreender e interpretar Ciência depende 40% de fatores ambientes e 60% da carga genética.

Ou seja: assim como passarinhos nascem com asas e rinocerontes não, boa parte da afinidade e destreza para Ciência simplesmente nasce programada em você – ou não nasce.

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