O HOMEM DE NEGÓCIOS

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Cada produto que melhorou a vida humana resultou de criadores e produtores de idéias: temos abundância de alimentos graças aos métodos mais eficientes de agricultura desenvolvidos pela ciência. Vivemos hoje o dobro de nossos antepassados da era pré-industrial devido aos avanços na tecnologia médica, nas noções de sanitarismo, de imunização e antibioticoterapia – todos frutos de pesquisas e trabalho duro. Se desfrutamos de ar condicionado, transporte aéreo, smartphones, TV a cabo e acesso rápido à informação, isso ocorreu porque inventores tiveram liberdade para fazer as perguntas e conexões necessárias.

Contudo, a maioria das pessoas ignora uma figura essencial nesta escada de progresso: o Homem de Negócios. Os comerciantes, os vendedores, os empresários, foram eles que extraíram as descobertas do anonimato dos laboratórios e do submundo academicista e as colocaram nas prateleiras do Mercado – muitas vezes, financiando previamente as pesquisas necessárias para o seu desenvolvimento.

Por trás das atividades do Homem de Negócios oculta-se um processo racional tão importante quanto aquele dos cientistas e inventores: ele deve descobrir como encontrar e treinar trabalhadores que irão montar um produto de qualidade. Ele deve calcular os custos envolvidos para tornar o produto “vendável”. Ele deve determinar como apresentar seu artigo para alcançar os potenciais consumidores. E ele deve maquinar uma maneira para financiar todo o empreendimento, persuadindo investidores, fornecedores e distribuidores, retroalimentando o circuito de crescimento. Todas estas etapas – e muitas outras – dependem da mente do Homem de Negócios. Se ele não tiver liberdade para pensar, sua iniciativa resultará em prejuízo e seu produto será extinto.

A dedicação, a persuasão e a racionalidade do Homem de Negócios são virtudes das quais nossas vidas – e nossa prosperidade – dependem profundamente. A única maneira de respeitar esta virtude é permitir que o Homem de Negócios tenha liberdade de ação – e é exatamente isto que o Capitalismo faz.

Infelizmente, na maioria dos casos, a regulamentação do Estado atua como um obstáculo para o Homem de Negócios. O Estado raramente contabiliza os resultados no longo prazo: interessa-lhe apenas o que é politicamente vantajoso para o momento. O Estado não joga com o próprio dinheiro: ele negocia com as vidas, as propriedades e os bolsos de terceiros. E mais importante: o Estado não precisa persuadir suas vítimas. Ele simplesmente impõe suas normas – não por meio da Razão, mas da força física.

Um Estado que sacrifica ideias em nome da obediência cega ao seu Realismo Moral, não opera sob um sistema Capitalista: ele é uma doutrina de brutalidades e escravidão – seja ele comunista ou fascista. E qualquer sistema “misto”, como as propostas atuais de “bem estar social”, representa apenas uma maneira mais gradual de liberar as mesmas moléstias regulamentadoras e improdutivas que desflorestam o Livre Mercado – o único habitat propício ao verdadeiro Homem de Negócios.

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