VIVA PELAS SUAS PRÓPRIAS REGRAS

0
146

Se eu desse ouvido a tudo que já disseram para mim, eu nem aqui estaria. Se eu parasse para sangrar e desistisse depois de cada flechinha que me atacaram, eu não estaria aqui. Aqueles que adoram te colocar para baixo são os mesmos que não fazem nada. Já percebeu? Não é engraçado? Você acha que vai viver por mais 200 anos?

Você acha que Matisse perdeu tempo se preocupando com aqueles que rejeitaram a ideia fauvista de que a cor é mais importante do que a forma? Se tivesse dado corda, nós não teríamos “Ícaro” – por causa dessa tela tornei-me paraquedista, “Madame Matisse” e outras tantas obras para a eternidade.

Jackson Pollock foi um gênio, mas se importava demais com os outros e acabou se destruindo. Não quer isso pra você, certo?

Deve estar de brincadeira se pensa que Alain Resnais se deixou abater pelos tontos que não entenderam a genialidade de “Hiroshima, Meu Amor” (1959), filme fortemente embasado no extracampo! Chamaram Godard de louco por causa da fotografia e roteiro de “Acossado” (1959), ícone da nouvelle vague e um dos longas mais influentes de todos os tempos.

Orson Wells, o rebelde da sétima arte, além de atuar, dirigiu e escreveu o seminal “A Dama de Shangai” (1948). O filme desagradou os produtores de Hollywood pois ataca o establishment, chamando os executivos de “tubarões” e pintando o cabelo de Rita Hayworth de loiro! Mesmo depois de uma obra-prima, Orson se viu sem muitos horizontes na América, então foi para Europa. E lá, mesmo tendo sido “abandonado” em seu país natal, criou as melhores versões (nada puristas) de Shakespeare para o cinema.

Apenas lembre que Gustave Flaubert, o esteta em busca da palavra perfeita, chamou outros escritores para a casa de campo e pediu que lessem “As Tentações de Santo Antão” (1874), antes de publicá-lo. Eles reprovaram a obra fortemente e urgiram para que Flaubert não abandonasse as estruturas realistas de Madame Bovary (1856). O livro, outrora renegado, é hoje uma das maiores joias da história do universo literário, assim como o romance sobre Emma Bovary e seus homens.

Você realmente acredita que Marcel Duchamp e o DADA se importavam? Faça-me rir…

Hora de deixar de bullshitagem‘ e fazer o que você precisa fazer. Se você começar a duvidar de si mesmo, o mundo real lhe comerá vivo. Alinhe seu corpo com a sua mente. Hora de brilhar! Hora de selecionar suas companhias. Seu tempo é precioso. Hora de ter personalidade forte. Hora de não se abater por qualquer coisa.

Hora de se relacionar com as pessoas por opção e não por necessidade pois você aprecia a solitude e sabe ter bons momentos consigo mesmo também. Sem essa de ser refém emocional dos outros! Hora de ser firme como uma rocha. Hora de saber dizer “não” quando preciso. Hora de saber se defender incisivamente para que comecem a pensar quinze vezes antes de lhe desrespeitarem. Hora de viver da SUA maneira. Viva pelas suas próprias regras.

Deixe uma resposta