AMOR NÃO É TUDO QUE VOCÊ PRECISA

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A experiência de estar amando é única para cada pessoa, e empregar a aferição da intensidade deste sentimento para avaliar o potencial de sucesso de um relacionamento é uma ciência ainda mais subjetiva.

A despeito disso, em algum momento, você termina se perguntando: o quê exatamente faz um relacionamento funcionar?

Apesar de não podermos quantificar o amor, é possível examinar as variáveis que indicam se alguém tem mais ou menos chances de dar certo com você – e algumas pesquisas mostram que um conjunto bem particular de compatibilidades é capaz de oferecer a resposta para isso.

Não quero quebrar o romantismo dos seus encontros – estar perdidamente apaixonado por alguém é um grande elixir de atração, sem dúvida alguma -, mas assumir compromissos com base em um sistema de “raciocínio” patrocinado única e exclusivamente pelos seus hormônios sexuais não parece ser uma decisão muito sábia.

Não deveríamos nos deixar enganar pelos arroubos de tesão e fascínio. O amor não é tudo que você precisa e é impossível saber, apenas olhando para aquela pessoa interessante do outro lado da sala, se ela é perfeita para sua vida inteira e mais seis meses.

Escolher alguém com a ideia de fazer dessa pessoa uma companhia para todos os seus dias não é uma resolução instantânea: isso deveria ser feito a partir de uma análise bem sensata sobre saúde física e mental, sustentabilidade financeira e até mesmo expectativa de vida. Isso não significa ser frio e calculista: mas ser realista para além da estupefação lírica e outras influências romanescas devaneadoras.

E AQUI ENTRA A CIÊNCIA

Na década de 1980, Blaine J. Fowers e David H. Olson entrevistaram mais de 20 mil casais norteamericanos utilizando um questionário de 195 perguntas. Os pesquisadores compararam as respostas dos casais mais felizes com as respostas dos casais mais infelizes e descobriram divergências significativas em 10 quesitos que dizem bastante sobre o que faz o amor funcionar ou naufragar.

Se você se dispuser a abordar o amor com racionalidade, poderá aprender a partir das experiências de outras pessoas e, quem sabe, descobrir e manter seu amor verdadeiro mesmo depois que a química hormonal dos primeiros ímpetos perder a intensidade.

Pronto para os 10 tópicos? Vamos lá:

1 – ELA É UMA BOA OUVINTE.

Percentual de casais infelizes que concordam com isso: 18%.

Percentual de casais felizes que concordam com isso: 83%

2 – ELA NÃO ENTENDE COMO ME SINTO.

Casais infelizes: 79%

Casais felizes: 13%

3 – ESTOU MUITO FELIZ COM A MANEIRA COMO DIALOGAMOS.

Casais infelizes: 15%

Casais felizes: 90%

Estes três primeiros tópicos se complementam. Estar com alguém que não lhe ouve, tampouco se dispõe a entender suas realidades ou está  fechado para o diálogo, é como estar sozinho, porém acompanhado.

Duas pessoas podem ser diferentes em 1 milhão de maneiras, mas quando são sensíveis às palavras e aos sentimentos uma da outra, estas divergências se tornam pouco importantes.

4 – NÓS TEMOS UM BOM EQUILÍBRIO ENTRE O TEMPO DE LAZER QUE CURTIMOS SOZINHOS E ACOMPANHADOS UM DO OUTRO.

Casais infelizes: 17%

Casais felizes: 71%

5 – É FÁCIL PENSAR EM COISAS PARA FAZERMOS JUNTOS.

Casais infelizes: 28%

Casais felizes: 86%

Novamente, dois tópicos profundamente correlacionados: eles denotam a capacidade de sincronia do casal. Reservar um tempo exclusivo em sua agenda para você mesmo e para a sua “alma gêmea” é um ingrediente importante em qualquer relacionamento.

6 – SOMOS CRIATIVOS PARA LIDAR COM NOSSAS DIFERENÇAS.

Casais infelizes: 15%

Casais felizes: 78%

O mundo onde o relacionamento existe está em permanente transformação. Vocês devem ser capazes de negociar com as mudanças, expondo o modo como elas repercutem em suas vivências e expectativas. O trabalho em equipe é essencial: se um determinado assunto é considerado tabu, isso passa imediatamente a mensagem de que o vínculo emocional não possui tanta intimidade quanto deveria. Sem criatividade, os problemas tendem a se acumular e piorar com o tempo. A vida não é estática: ela é uma bagunça imensa e requer, acima de tudo, comunicação.

7 – TOMAR DECISÕES FINANCEIRAS NÃO É DIFÍCIL.

Casais infelizes: 32%

Casais felizes: 80%

Se uma pessoa é ambiciosa e tudo que a outra quer é uma casa de dois cômodos em uma cidade pequena, cedo ou tarde o ressentimento dessa falta de sintonia irá azedar o caldo.

8 – NOSSA VIDA SEXUAL É SATISFATÓRIA E RECOMPENSADORA.

Casais infelizes: 29%

Casais felizes: 85%

Um desapontamento sexual não é o pior problema do mundo quando todo o restante no relacionamento é satisfatório? Incompatibilidades sexuais podem ser resolvidas? Nem sempre.

Primeiro: apesar a terapia de casais poder resolver muitos problemas de cunho sexual, ressuscitar o desejo sexual está além da capacidade de solução de terceiros.

Segundo: apesar de um terapeuta poder melhorar suas habilidades na cama, o fato é que ou vocês têm compatibilidade, ou não. O sexo não é importante quando não é importante para ambos. Se um dos envolvidos tem um interesse nessa prática muito acima do outro, a parte interessada raramente ficará contente em simplesmente “deixar este assunto para lá”.

9 – EXISTE RECIPROCIDADE PARA FAZER AJUSTES NO RELACIONAMENTO.

Casais infelizes: 22%

Casais felizes: 85%

Apesar de muitas vezes ser considerada uma virtude, a rigidez de caráter nem sempre é uma boa qualidade marital. Se alguém é muito resistente para assumir que errou ou mostrar flexibilidade quando enfrenta problemas, a parceria será frágil e cheia de raivas e solidões. Nenhum laço resiste à incapacidade de pedir desculpas e ser versátil quando necessário.

10 – ELA COMPREENDE MINHAS OPINIÕES E MINHAS IDEIAS.

Casais infelizes: 19%

Casais felizes: 87%

No início do relacionamento, os diálogos tendem a ser bem reveladores – e isto é interessante no começo. Todavia, com o tempo, os eventos permitirão que você enxergue a qualidade da mente da outra pessoa. É ótimo sentir-se maravilhado com a inteligência de sua alma gêmea, mas acenda uma luz de alerta quando perceber que essa admiração está desaparecendo. O pilar do respeito mútuo reside no conforto e no encantamento com as opiniões um do outro. Se isto não estiver presente, a separação certamente irá bater na sua porta.

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